No escribo para nadie

Hace calor aqui, donde estoy. Un calor que no anima la gente a la playa pero las deja fatigadas, desesperanzadas. Un calor que no se va por la noche y nos saca el sueño: no se puede dormir, leer, tampoco mirar la tele, quizá se puede solamente escribrir, aunque la mente estea perturbada.
Más allá de los coches y los autobuses con sus motores endiablados se escucha el ruído persistente y interrumpible de una cigarra llamando por lluvia y llegase mismo a piensar "si empeza a llovier seguro me salgo a la calle para bañarme", pero es unicamente una idea, ninguna acción, pues sigue el calor insoportable y nada de lluvia.
Se fueron las esper
anzas de un buen verano sin trabajo, sin preocupaciones, sin los pequeños contentamientos de la infancia.
El calor destruye todo.
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# Posté le samedi 07 novembre 2009 16:13

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# Posté le lundi 02 novembre 2009 19:37

Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego

Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego
Guilhermo diz:
é que u
m funcionário do jornal, nem sei o nome....lá das máquinas, se matou outro dia
O Espír
ito do Tejo diz:
O QU
E?
O Espíri
to do Tejo diz:
não s
oube
O Espí
rito do Tejo diz:
dai
saiu no jornal? suicidio nao sai no jornal ne?
Guilhe
rmo diz:
ma
s é isso!
Guilhermo diz:
ninguém
soube
Guil
hermo diz:
2 dias dep
ois, por causa do cheiro
Guilher
mo diz:
ach
aram o cara

# Posté le lundi 02 novembre 2009 19:10

Nós, enquanto vivos.

Sobrou escrever sobre o final de semana e o feriado interminável de calor e preguiça. Algumas ilusões perdidas, dúvidas e desconforto pela semana que se inicia na terça-feira. Fui ao cemitério com meu pai e presenciei o imprevisível. Tudo por causa de uma conversa entrecortada, dessas que ouvimos quando passamos pela gente na rua e cujo final jamais vamos conhecer. Estávamos próximos do túmulo da minha avó quando o homem disse "ê, a dona Maria era fogo, que saudade hem, dona Maria", e o meu pai falou "viu, Nalígia? Saudade é o que fica", e as últimas palavras saíram embargadas. É desse tipo de sensibilidade que falo. Não é chorar porque a mulher da novela raspou a cabeça... é simplesmente... reparar nas coisas do cotidiano, nas frases dos desconhecidos ou de quem es tão perto que quase nem se nota...

# Posté le lundi 02 novembre 2009 18:53

Modifié le lundi 02 novembre 2009 19:21

Quem lê Shakespeare?

"Mas a desproporção agora é enorme; passa da conta, merecendo o nome de loucura a coragem que se oponha a um edifício que a cair esteja. Não quereis ir antes que a corja volte? Sua raiva parece-se com a água represada, que vence os altos diques que vencê-la soíam".
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# Posté le dimanche 01 novembre 2009 22:52

Hipocrisia no país da pouca vergonha

Na quinta-feira da semana passada (22) uma estudante de turismo de 20 anos de idade foi enxovalhada pelos alunos da Uniban (São Bernardo do Campo), onde estuda, porque foi às aulas de "micro-vestido rosa choque, pernas nuas com pelinhos oxigenados à vista, salto 15 e maquiagem de balada" (Leia Folha de São Paulo).

O que importa discutir não é com que tipo de roupa se vai è escola. Não é por moralismo que se deva ir "apresentável", mas para não provocar reações impróprias para aquele ambiente. Importa discutir a reação que os alunos tiveram e nesta parte tenho que enfatizar o quanto o indivíduo "fica burro" quando perde sua individualidade e se junta à massa.

Foi um tumulto horroroso, todo mundo saiu para os corredores da faculdade e começou a gritar "puta!", as meninas se meteram no banheiro tentando obrigar a garota a vestir uma calça, filmaram, tentaram tirar foto por baixo do vestido dela, enfim, barbarizaram até que ela precisou sair da faculdade escoltada pela polícia.

Para mim, esse comportamento demonstra o quanto nossa sociedade ainda é atrasada e não porque desaprova a "putaria", simplesmente porque não é indiferente, não consegue deixar o outro em paz com seus modos de pensar, vestir, agir, suas crenças etc.

Penso no porquê de o micro-vestido ter causado tanto ódio nas alunas. Parece ter cutucado alguma ferida, um desejo recalcado, uma liberdade que elas não têm, e por isso descontaram no bode expiatório.

E o que falar do comportamento dos caras? Eu já sabia que em certas circunstâncias o sangue desce todo do cérebro e a racionalidade escorre pelo ralo e nunca recriminei isto. Mas me espanta a falta de respeito (ainda que a pessoa não tenha se dado a isto), a ausência de auto controle e o comportamento agressivo, bárbaro mesmo.

A vergonha não é o decote, o vestido curto, a maquiagem carregada, a vergonha é ser parte de uma sociedade tão hipócrita que aceita a desonestidade, a prostituição e o trabalho infantil, o tráfico de drogas, a comercialização de brasileiras para o mercado estrangeiro de prostituição, a intolerância religiosa etc mas não é tolerante com uma mulher, puta ou não, que se veste com "pouca roupa". E nós ainda somos conhecidos (e nos orgulhamos!) pelo carnaval mais "desavergonhado" do mundo! Ah, vai pro caralho.

Certo, vamos ser moralistas? Conservadores? Muito bem, mas sem hipocrisia, por favor.

# Posté le samedi 31 octobre 2009 14:32

O que disseram dela, a tristeza

"A tristeza é igual chiclete, Tereza: a gente precisa mastigá-la até virar aquela massa sem graça, sem gosto, e depois a gente cospe".

Retirado de Tudo que é Sólido Pode Derreter
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# Posté le mardi 27 octobre 2009 21:49

Modifié le mardi 27 octobre 2009 22:12

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Tengo sueño, todavía no puedo y no quiero dormir.
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# Posté le mardi 27 octobre 2009 21:43

Uma devoção juvenil

Uma devoção juvenil
Gosto de encher o saco do meu pai. Dia desses perguntei se no seu tempo de moleque folheava revistas de "mulher pelada" e ele respondeu, para o meu assombro (porque às vezes ele parece ser assexuado)!, que sim! E creiam, meus caros, não é isto o que há de mais legal na história.

A
revista era toda desenhada em preto e branco (por Carlos Zéfiro, autor da capa de Barulhinho Bom, de Marisa Monte), como aquelas em quadrinhos e se chamava... hahaha A revista pornográfica se chamava CATECISMO. Bicho, eu aprovo esse tipo de coisa! Uma revista pornô chamada Catecismo... Que lindo.

A bem da
verdade devo dizer que isto era um gênero: "pequenas revistas de 32 páginas que cabiam no bolso e contavam histórias de sacanagem" (vide http://www.ota.com.br/otapedia/zefiro.html). Por que se chamavam catecismo? Bem, você pode imaginar o que um devoto faz com as coisas que lhe são sagradas hehe.

por curiosidade, digita "revista catecismo" no Google e olha o que aparece, tem até corrente pela volta dos catecismos.

Adendo: optei por uma imagem menos "indecente" para não escandalizar os conservadores :)

# Posté le lundi 26 octobre 2009 20:31

Modifié le lundi 26 octobre 2009 20:53

A Vida é um Milagre - Emir Kusturica

Este final de semana fui a uma locadora perto de casa onde a gente só encontra filmes que nunca veremos expostos nas prateleiras da Block Buster. A intenção era alugar Black Cat White Cat, do Emir Kusturica, cineasta sérvio, indicado por um amigo. Como não havia (parece que é um pouco raro, mas o São Google diz que existe traduzido para o português), acabei por escolher outro, do mesmo diretor, chamado A Vida é Um Milagre.

Com esse nome até parece filme americano água com açúcar, mas é uma comédia / drama cheia de histeria, situações anormais e cenas envolventes e ainda assim bastante normal para os padrões de Kusturica (palavras do meu coleguinha).

A Vida é Um Milagre (2004) conta a história de um engenheiro que se mudou com a família de Belgrado para um vila bósnia e lá deu início à construção de uma ferrovia (imagine as paisagens!).
Enquanto vive dias quase sempre iguais com sua mulher histérica cantora de ópera e o filho jogador de futebol, prestes a ser escolhido para um time importante da então Iugoslávia, surgem rumores de que o conflito entre bósnios (muçulmanos) e sérvios está prestes a estourar.
Mas o homem da história, Luka, por ingenuidade ou sei lá quê, não acredita na possibilidade de guerra e apóia a ida do filho para o “treinamento básico” do exército, que na verdade era já o campo de batalha. O garoto torna-se prisioneiro dos bósnios e, para trazê-lo de volta, um de seus colegas rapta uma muçulmana para que sirva de moeda de troca entre os dois povos. Ela fica hospedada na casa de Luka e os dois se apaixonam, em meio a dezenas de situações engraçadas e surreais, como um cavalo na cozinha e uma cama voadora (?).

Não sei definir o tipo de humor do filme, não é o de fazer piadinhas e sacadas rápidas, parece um negócio meio felliniano, com briga de família, mulher maluca e tal. Ao mesmo tempo é drama porque trata do barril de pólvora que se tornou a região dos Bálcãs nos anos 80 e de como cada povo encarava-se um ao outro.
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# Posté le dimanche 25 octobre 2009 19:39

Modifié le lundi 26 octobre 2009 19:23